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sábado, 30 de junho de 2012

Firework II


 Leia aqui: Firework I- Parte 1 de 2


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Parte 2 de 2

Em cinco minutos e companhia tocou e como já sabia quem era a visita, fui atender. Não parecia nada de tão sério, pela sua felicidade gritante estampada em seu gesto de mascar chiclete. Perguntei se ele queria entrar ou se preferiria conversar pelo condomínio e ele, como de costume, me respondeu com outra pergunta, a qual finge não ter escutado e recusei-me a responder. Disse que estávamos para juntar e se ele quisesse entrar, jantaria conosco. Assim foi como ele fez,  jantou,  conversando com o meu pai, como se fossem amigos de longas datas e depois, quando meu pai foi assistir a sua TV, fomos ao quarto com o objetivo de jogar vídeo game.

No quarto, perguntei o que tinha o feito ir até a minha casa, como ele tinha conseguido o meu endereço e disse que tinha ligado para ele pela tarde, mas que a ligação não foi atendida. Ele me informou que tinha ido a padaria e tinha chegado em casa no momento em que o telefone tinha parado e que ele não queria ficar em casa na sexta-feira a noite, assistindo TV, como sempre e que eu já tinha lhe dito que morava em condomínio e como este é o único na cidade...

Percebi que aquele seria o momento propício de estabelecer qualquer relação que eu tivesse em mente. Comecei falando do comportamento das meninas em cercá-lo no segundo dia de aula e perguntei o que ele achava desse tipo de situação. Ele me não quis me responder e eu fiquei calado e prometi não fazer mais perguntas. Ficamos calados durante alguns minutos e de repende ele quebrou todo aquele silencio.
- Eduardo? Edú? Se eu fizer uma pergunta e você não gostar dela, você promete não alterar-se?

- Dependendo da pergunta.

- Você fica comigo essa noite?

Eu me assustei e fiquei calado durante muito tempo, não entendendo e sua pergunta.Pensei e respondi:

- Como?

Ele permaneceu em silêncio.

- Ei, você...

Nesse momento ele interrompeu os meus clamados com um breve beijo, fazendo o meu coração disparar e todos os meus músculos tremerem. Era uma sensação em que meus pés pareciam estar fora do chão, como se a gravidade tivesse extinguido e eu flutuava com um sentimento de medo, mas, mesmo assim, me entregava. Elevei a minha mão e toquei em seus cabelos, segurei forte e impedi que ele fugisse e interrompesse aquele ato. Estávamos ali, guiados pela emoção, pelo sentimento e pelo extinto.

Cautelosamente, aquele tinha sido o selo da nossa descoberta. Joguei o meu corpo sobre o dele, fazendo com que deitasse na cama e, aos beijos, a nossa respiração começava ficar ofegante, com as nossas mãos frenéticas que, um ao outro, acariciava. Ele retirou o seu All Star, empurrando a ponta traseira com a ponta dos seus pés e as suas meias, brancas, foram retiradas com movimento que os nossos pés faziam. Ao mesmo em que eu enfiava as minhas mãos sob a sua camisa, fazendo com que ela subisse e tocando em sua barriga, ele segurava forte o meu cabelo e falava, ao meu ouvido, que me queria.

Soltei-me de sua boca e retirei a minha camisa, jogando-a ao chão e voltei rapidamente, sugando a sua boca com o seu fel do amor. Ele tocava e, aos poucos, enfiava suas mãos sob o meu short de Brim, fazendo-me suspirar profundamente. E eu, abria o botão de sua calça Jens aos beijar os seus lábios, suspende-o e retirei a sua camisa, joguei o meu corpo sob o dele e, por fim, retirei a sua calça, vendo a sua cueca branca e lembrando que a porta estava aberta.

Corri e fui fecha-la rapidamente; passei o trinco e com a chave tive a certeza que estava trancada. Voltei e abracei-lhe com todas as minhas forças, beijei-lhe e resolvi tirar a minha bermuda, jogando-a ao chão. Estávamos os dois, ali, de cueca, entregues um ao outro, e aos desejos e aos prazeres. E ,quando estávamos ficando nus, ele clamou meu nome:

- Edú...Edú...

- O que foi?

- Camisinha? Você tem?

-Eu? Não!

Fim]

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A evolução de uma logomarca.

Ainda neste semestre, fizemos, aqui no EDB, o lançamento da logomarca deste blog. Ela abriu-se, então, uma nova era  e estamos dando a continuidade. Na internet as coisas são velozes e não podíamos esperar  1 ano para fazer mais uma mudança, decidimos, então, fazer mudanças semestrais de logomarca e trimestrais de cabeçalhos.
A nossa antiga LOGOMARCA sai e, então, entra  a  NOVA e EVOLUÍDA. E para completar, mudamos o fundo do blog.Tudo isso para a comemoração de 1 ano  e seis meses do Escritor de Brinquedo, que foi no último dia 21 de Junho.
Antiga LOGOMARCA.
Nova LOGOMARCA.

domingo, 24 de junho de 2012

Firework I



80 
Parte 1 de 2

 Era meu último ano do colegial, setembro, uma primavera de 1978 e o primeiro dia de aula. A turma era a mesma, tinha algumas pessoas novas, mas nada que me agradasse, tudo que já conhecia. Eu ria, vivia e me alegrava com aquelas pessoas que não me eram as melhores, ou as  piores, eram apenas aqueles que eu possuía para viver. Formávamos um grupo de seis amigos, uma mistura de garotos e garotas que andavam sempre juntos e, porém, separados vivia, mas não curtiam e riam como, quando, andavam unidos.



No segundo dia de aula cheguei tarde e apressadamente fui sentar-me em meu lugar, uma cadeira vazia, a penúltima da fila, mas não tinha percebido quem era aquele que estava sentado atrás de mim. Pelo perfume e pela sua compostura física, não me parecia com nenhum dos meninos da sala e eu na minha eterna curiosidade me virei, olhei aquela criatura e bestializei-me, voltando rapidamente ao meu foco  dianteiro: o quadro.

Uma vergonha tinha tomado conta do meu eu, que era confundido com atração e desejo, além de ver  toda aquela angústia gritar em meus ouvidos e cutucar meu coração como se flechas, com pontas envenenadas, alcançasse meus átrios e me fizesse, a cada segundo, ficar anestesiado  por um corpo em vida.

Ele ficava ali, sem manifestar-se, e eu, tentava chamar, ao máximo, a sua atenção para mostrar minha perspicácia e ousadia, como se fosse essa a forma de lhe encantar e de lhe mostrar o meu melhor.Todas as aulas daquela manhã passou como se fosse apenas um minuto e fomos todos para nossos lares, não vendo eu hora voltar e poder mostrar todos os meus dotes intelectuais como forma de impressiona-lo.

No dia seguinte, vesti minha melhor calça, passei  meu melhor perfume e o meu hálito, era o mais puro e refrescante. Queria que minha chegada fosse triunfal, mas fiquei anestesiado quando o vi com todas a meninas em sua volta. Pensei, com todas minhas forças, que aquele era o fim e naquele momento resolvi não me manifestar e abster dos comentários em sala de aula,naquele dia. Ele fez com que as coisas perseguissem: pegou o seu caderno, do outro lado da sala, e o trouxe para uma cadeira vazia ao meu lado, e disse:
- Irei sentar ao lado do menino mais inteligente dessa sala.


Eu ri e disse:


- Não quero ser o mais inteligente da sala, considero-me o mais comunicativo e com maiores habilidades para expressar oralmente. 


E, aproveitando a minha deixa ela perguntou:

-Oralmente?

Uma dupla interrogação veio em minha mente, seria uma brincadeira que os homens fazem uns com os outros ou ele teria as intenções maiores? Sem saber o que responder, afinal ele, para mim, não era apenas um amigo; resolvi sorrir e entender que era uma grande piada. Naquele momento toda a promessa que eu tinha feito, naquela mesma manhã, tinha caído por terra e eu comentava como se fosse a melhor coisa que sabia fazer, afinal, eu queria impressionar um alguém.

Aquela manhã foi decisiva, o silencio do primeiro dia foi quebrado e eu já tinha feito as ligações de prosa.
Em diante, os nossos contatos estariam mantidos e fiz questão de que eu fosse a sua primeira amizade em seu novo colégio. O meu romance foi arquitetado em jogo de guerra e a primeira parte estava parcialmente vencida. Na sexta-feira perguntei se ele tinha algum compromisso para o final de semana e a resposta ele me deu com outra pergunta:

-E você, quer sair comigo?

Eu parei e pensei sobre a ideologia daquela pergunta,mas ao fim resolvi abstrair, aceitar e  chama-lo para ir ao cinema. Ele, com toda a sua destreza respondeu que estava esperando apenas o convite.

A sua atitude me fez refletir a tarde inteira, mas eu ficava tão tristonho que era uma sexta e que só o veria no domingo. Resolvi então pegar o telefone ligar para ele e chamar para passar a tarde em minha casa. Infelizmente, o telefone tocou e não foi atendido,fiquei com as esperanças de uma sexta-feira de primavera perfeita. A noite, na hora do jantar, o telefone tocou, eu estava na cozinha pegando os pratos do armário e colocando-os na mesa, como minha mãe tinha pedido. O meu pai atendeu e disse que tinha um amigo meu na portaria, perguntei o nome e ele respondeu que era o Rafael. Disse que ele podia entrar, tentando parecer o mais sensato possível, mas, na verdade, eu, por dentro, comovia-me de emoção e curiosidade para saber o motivo daquela visita.

Continua...

domingo, 17 de junho de 2012

Uns gatos,alguns gatos.

Olá pessoal, vim, por meio deste post, mostrar a minha felicidade das minhas últimas semanas. Os "maravilindos" filhos da Lady Katty. Eles completaram um mês de vida e já estão aprontando muitas desventuras e, assim como, aventuras.
Tem um loirinho muito lindo e simpático, ainda sem nome, mas com muito carisma. Ele não larga o peito de sua mãe e sempre que pode está deitado sugando o seu melhor alimento.Tem uma menina que é a cópia da mãe e, portanto, o seu nome ficou Lady Katty II e dois pretos idênticos, um macho e uma fêmea.


Foram 4, mas fica impossível tirar foto de todos ao mesmo tempo. Eles são muito elétricos e não param. Temos que manter o cuidado para não pisa-los e esmaga-los, além de ficar escutando os seus miados estéricos que fazem parte da necessidade gritante de externar a sua parva maturidade. 


sábado, 2 de junho de 2012

As religiões do amor 5/5


78 Ainda que eu ande pelo vale das sombras da morte... 

(5/5)

Parecia que sentia uma força contra a abertura dos meus olhos, mas aos poucos e com muita labuta consegui, finalmente, abri-los. Era tudo escuro, eu estava deitada no meio de uma escuridão e comecei angustiar-me, pois tinha medo de me levantar e fiquei engatinhando procurando uma saída. Parecia um horror, as horas pareciam nunca passar, mas ela estava passando, até, que no fim do horizonte, vi uma luz, um brilho irradiante e caminhei em sua direção.





Os meus primeiros passos eram de medo e desconfiança do que podia vir, mas, aos poucos, ganhei coragem e os meus passos curtos e desconfiados tornaram-se passos longos de curiosidade. Apesar de muito andar, a luz parecia nunca chegar e a distancia parecia infinita.

Angustiada, percebi que aos poucos a luz aumentava e a claridade que incomodava os meus olhos, fazia aos poucos uma cegueira temporária, mas, eu, de olhos fechados, persistia ao caminhar e com tamanha fúria comecei correr com uma vontade incessante de descobrir a origem de toda aquela luz, mas, aos poucos, ela subia e sem perceber cheguei ao ponto que ela estava em cima de mim. Olhei para cima e vi uma grande bola luminosa descer rapidamente, até eu sentir o impacto de sua energia, com um grande estrondo como um trovão, que entrou em mim com um vento forte, que parecia um espírito, e me abraçava como um homem/irmão e me acolheu como pai.

Durante muito tempo fiquei parada com toda aquela sensação anestesiante e só depois de acostumada, comecei pensar e veio-me todas as desventuras, aventuras, em vida e, por fim, dei-me conta que estava morta, a minha vida tinha findado, eu sabia.

Mas que sensação era aquela?

Que energia é essa?

Depois de muito refletir e de tantas visões que foram me mostradas, percebi que estava dentro de alguém, adentrei-me dentro de Deus.

Fim ]



sexta-feira, 1 de junho de 2012

As religiões do amor. 4/5


77 Fecho os olhos pra não ver passar o tempo
Sinto falta de você...

Anjo bom, amor perfeito no meu peito.

[Amor Perfeito]


(4/5)


Os nossos lábios se tocaram e parecia que a magia, de todas as bruxas e feiticeiras, acontecia em nossos corações. Os nossos corpos recebiam um êxtase, que aflorava as nossas mentes e nos suscitava, uma e muitas outras emoções. No dia seguinte, o seu romantismo, me enviou flores e a minha vida, cada momento que lembrava dele, ficava mais animada e fazia mais sentido. Desta forma, passamos diariamente, nos conhecendo e nossos corpos pareciam enigmas que quando se fundiam, eram indecifráveis. Em um ano e meio, noivamos e com mais dois casamos, uma bela lua de mel, fizemos um cruzeiro pela costa Latina Americana e quando voltamos incorporamos nossas vidas, eu a dele e ela a minha; o nosso amor, eu o seu e ele o meu e tornamo- nos um corpo.
Depois da cerimônia, dirigi a minha casa, fiz alguns telefonemas para tratar da venda. Não queria ter lembranças de uma vida que se foi e que eu tanto amei. Larguei o trabalho e voltei para a casa dos meus pais, queria começar uma nova vida. Mas durante muito tempo, nada foi fácil, enfrentei o meu próprio eu, as minhas próprias lembranças. Não acreditava em superioridades e passei a crer na vida única da terra. Neste momento não havia, para mim, a existência um ser superior que determinava os meus ganhos e as minhas perdas, mas não combatia a sua existência, como também, parei de evocar. Deus, deuses e deusas, santos e santas não existiam para mim, a vida era terrena e, aqui, deveria ser vivida.

Dentro de um ano, não estava empregada na melhor empresa do mundo, após ter feito todas aquelas loucuras, mas estava no melhor para minha carreira e para a cidade que escolhi viver. E foi lá, que encontrei meu atual marido, o Roger.

Atualmente, 30 anos depois de todos os fatos ocorridos, quase a minha lembrança não gera tantas emoções dentro de mim. Até que hoje, mexendo nos papéis velhos da biblioteca, encontrei um convite, com dois nomes: Júlio e Marta. Éramos, dois eu e ele, que lutava para amar e amava para vencer todas as lutas. Peguei o convite, olhei várias vezes, tive várias lembranças. Uma lágrima escorreu sobre o meu rosto, ela tinha um gosto de sangue e, ao meu ver, possuía a sua cor que tingiu todo o meu rosto e começou atingir ao meu corpo. E assim, aos poucos, minha mão abriu-se, deixando o papel cair e, eu, senti levemente meu corpo sendo empurrado pela gravidade e sem ter a capacidade de lutar debrucei-me sobre o chão e, os meus olhos, como se fora um sono forte, foram fechando, que tivesse me atingido, fizesse as suas perseguições e sem força eu não resistisse.