Páginas

domingo, 22 de julho de 2012

Império perdido e a Neferpatra



 Dois anos após o nascimento do primogênito,o príncipe Ramis, os magos e feiticeiros foram surpreendido com prenuncio dos deuses. Os sinais, mostrados pelos astros, indicavam que uma criança, do sexo feminino, nasceria e que seria detentora de poderes e, totalmente, entregue aos mistérios. Uma grande feiticeira surgiria pelo nascimento, entre o poder, por aquela que foi herdeira do poder e se tornou o poder e por aquele que, através do casamento, se apoderou do poder. O poder foi interpretado como o império e aquela e aquele, como o imperador e a imperatriz.

Nove meses após as profecias, veio à imperatriz dar a luz a uma menina. Seu nome já fora escolhido entre as profecias e os magos interpretaram que o nome dela, da princesa, seria Neferpatra.

Prometida como uma feiticeira maga, a menina, desde pequena, foi posta aos ensinamentos dos magos e com eles aprendiam os seus ofícios e a comunicação da terra com os céus.

Aos nove, conhecia todas as tarefas de todos os centros do império; aos onze, foi consagrada feiticeira média; aos 14 foi intitulada mestre em feitiçaria; aos 16 tornou-se uma feiticeira completa, que conhecia todos os deuses e todas as  formas de adoração para cada um deles.

Durante o seu crescimento, ela era a única intermediadora da família: imperador e imperatriz; o menino Ramis e o império Waarde, com as suas constantes viagens aos impérios em que o irmão estava. Ela levava e trazia suas cartas de saúde, de lembrança e de medo do crescer nos preceitos do império e longe de Waarde.

A pequena e, já, atarefada, tinha uma perpetua companhia, a sua adorável serva Minivi que se aproximava de sua idade, apesar de ser mais velha, e acompanhava-a em todos os lugares e em todas as ocasiões. A Minivi adorava viajar e, principalmente, quando era ao ver o príncipe Ramis, a quem ela sentia paralisante paixão.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Império perdido e o primogênito #3



Leia aqui:


Depois do por do sol , quando todas as festas estavam terminadas, os noivos foram para a sua residência, o Palácio da Vida Eterna, de onde, desde a criação do império, todas as decisões foram tomadas, todas as guerras foram planejadas e todas as crises foram solucionadas.
 Foram recebidos com todos os privilégios e a, agora, imperatriz dirigiu-se ao Quarto dos Montes, o principal quarto do palácio, deitou-se na cama e esperou seu imperador. Ela colocou a melhor veste noturna e, deitada na cama, viu seu esposo entrar pela grande porta de madeira, nesse momento a menina, transformando-se em mulher, inquietou-se pela ansiedade que corroia por dentro e queimava cada veia, numa mistura eterna de curiosidade com medo, ela via seu querido aproximar, passo após passo e consequentemente todos aqueles sentimentos aumentavam.

 O imperador Ajax segurou-a pela cintura com a mão direita  e acariciou o seu rosto com a esquerda, ela se sentia entregue e envolvida por cada vez que ele tocava em sua boca e, por fim, ele segurou em seu queixo, aproximou seu rosto ao dela e beijou-a, jogando o seu corpo sobre o dela e cariciando os seus cabelos. O beijo na boca foi, gradativamente, descendo, ao pescoço, entre os seios, barriga. Ele tirou sua roupa intima com todas as cautelas, impôs seu objeto fálico em seu orifício frontal e entre as suas pernas, colocou-se sobre ela.

No dia seguinte, no café matinal, os dois estavam sentados à mesa, em alimentação, quando Ajax pediu que todos os servos saíssem para que ele pudesse conversar com a imperatriz. A porta foi fechada e sussurros foram ouvidos, mas não foi entendido o que foi conversado. O imperador informou à sua esposa um segredo de sua vida, antes de ter casado com ela, antes de ter sido consagrado chefe de guerra. Ela ficou perplexa e silenciosa, pensativa e um pouco frustrada com o que foi contado.

Nove meses depois, o imperador, que estava, em viagem, na parte baixa do império, foi informado que a sua esposa estava com as dores de parto e que nasceria o primeiro filho do Novo Império. Ele decidiu fazer sua viagem e largar todas as atividades administrativas  do império, saindo o quanto antes, indo em direção à Capital do Império, a cidade de Dwing. Enquanto ele peregrinava em sua viagem longa, a imperatriz vinha, pondo todas as forças para externar o primogênito da sua dinastia e, enquanto isso, nas ruas do império, as pessoas esperavam aflitas as noticias do nascimento da criança. Para aquele povo, a imperatriz e o imperador era a sua família e eles tinham preocupações com a vida de cada um deles, nas alegrias e, também, nas dores.

Antes da chegada do pai e para alegria do povo de Waarde, nasceu um menino e como forma de anunciar o nascimento do primogênito, foi solta a pomba branca, da janela do Quarto do Montes,  por uma das criadas. Nas ruas e na praça, em frente ao Palácio, o povo festejava com o nascimento do menino. No que podemos chamar de “bares”, as pessoas se embriagavam, nos prostíbulos outros comemoravam. Todos os ofícios foram fechados cedo; a terra, na zona rural, não foi mais arada e todo o império e principalmente a cidade Dwing comemorava.


No mesmo dia, os magos foram visitar o menino, levando o incenso e a pólvora para realizar a cerimônia da escolha do nome. No chão, foi colocada a pólvora e queimada, o incenso acesso e depois foi verificado o desenho que as cinzas da pólvora fizeram ao chão. Foi feita uma leitura interpretativa e anotado todos os sinais para que eles pudessem estudar qual nome seria mais apropriado ao menino.

Na mesma noite o pai chegou na cidade e foi recebido com muita festa, era a forma do povo agradecer por ele ter dado ao império um menino, que no  imaginário daquele povo, aquela criança era o próprio leão, que é o símbolo do império. Um leão, que futuramente governaria e manteria as tradições do império.

Os magos informaram que o nome do menino seria Ramis e assim, com esse nome, ele foi criado e educado por todo o povo do império, o qual não queria  que o menino tivesse um desvio de comportamento, pois era necessário ter um rei bem educado, para isso, era preciso fazer um príncipe bem educado.

Aos 12 anos, sua mãe tomou a decisão de mandar estudar fora, ele iria para a Grécia, aprender com aquele povo como dominar o seu povo e lá ficaria durante 5 anos, até ter aprendido todas as artes de política. Foi junto ao seu criado educador, que não dispensou cuidados para com o menino e após os cinco anos entregou o príncipe Ramis, herdeiro do trono Waarde, ao povo do império e ao Imperador e Imperatriz, sem desvios de conduta e melhor educado, como jamais poderia ter sido.




PRÓXIMO CAPÍTULO.:  Império perdido e a princesa Neferpatra.


sábado, 14 de julho de 2012

Império perdido e o casamento #2



Mulher e herdeira do Império Waarde, a menina não deveria ficar por muito sem os cuidados masculinos e, sendo assim, foi feito os preparativos de seu casamento para o dia posterior ao do sepultamento de seu pai.

A cerimônia de sepultamento foi digna de um rei. O corpo do imperador foi tratado por processos de retiragem de suas vísceras e foi posto, em seu lugar, palhas secas. Depois foi mergulhado ao ouro líquido, deixado secar e por fim, posto em sua urna. A menina, pela falta de sua mãe, encarou o luto e fez a raspagem de sua cabeça, vestiu-se com um cobertor dourado e uma túnica branca e ficou sentada em frente à urna durante todo o processo fúnebre. Ela segurava uma toalha preta, com a qual secava as mãos de todos aqueles que passavam para ver o seu corpo com a urna aberta, após terem todos lavados as suas mãos em um barril de barro com água misturada a ervas. Antes do meio-dia a urna foi fechada e com o seu cobertor a menina a cobriu e doze homens foram levando-a ao funéreo real.

No dia seguinte, a princesa deveria estar apta e pronta à cerimônia de sua conjugação vital  ,   após a coroação. Ela levantou-se, ainda abalada pela morte de seu pai, bem cedo e começou pelos banhos das 13 ervas que é primordial para a cerimônia. Após, vestiu-se com um vestido, justo, aos fios de ouro, os sapatos fechados e com pedras de diamante; uma casaca longa, semi- amarrada pela cintura, com ouro em pétalas de flores; uma echarpe  de fios de ouro e um imenso lenço , também ao ouro, amarrado em sua cabeça, para esconder o luto, que tinha o caimento ao chão e sobre ele arrastava-se.


Ela desceu as escadas do castelo e subiu ao cavalo branco selado, que já a esperava. O cortejo foi puxado pelos 100 marajás que estavam montadas em elefantes e arrumados em duas filas indianas. Em seguida, vinha a banda percussionista anunciando que haveria um cerimônia de casamento e atrás estavam as bailarinas, todas com vestes brancas e leves, como se fossem lençóis, dançando como se estivessem tomadas pelos orixás. E, por fim, vinha a noiva montada em seu animal alvo e forjando alegria.

Quando chegado à casa da cerimônia, o líder mandou, ao gesto, que os marajás guiassem os elefantes para abrir o caminho para que a noiva viesse ao topo das escadas. Ela desceu do seu cavalo e, ao som da banda, caminhou até o topo das escadarias. Quando já estava ao topo, foi avistado o 101 elefante, que nele vinha montado o próprio noivo, vindo com a sua roupa especial de guerra. Ele desceu do elefante no primeiro degrau e subiu toda a escadaria lendo as juras, que foram dadas à ele, de amor à princesa e ao império.

Ao fim, ele colocou um colar branco de pérolas ao pescoço da esposa e ambos saíram de mãos dadas, descendo as escadarias e depois subiram no elefante em direção ao palácio.

Assim que eles entraram, uma multidão ficou a espera pela nova aparição, que seria para a coroação. Ela apareceu pela porta com um luxuoso vestido de pano, branco e com os detalhes trabalhos manualmente. Ele deu-se com roupa de guerra e, também, branca. Os dois saíram caminhando em direção ao coreto, com a proteção da guarda real, entraram nele, assim como as 12 servas que trazia a roupa de seu casamento, que foi jogado ao chão e cortado aos pedaços. Foi clamado que os mendigos viessem receber o ouro daquela que será a próxima imperatriz e ela entregou os pedaços a cada mendigo junto com pão e vinho.

Os dois saíram caminhando em direção ao centro supremo, lá foram recebidos com a libertação de 24 pombas e uma chuva de arroz e milho branco, pisando em um tapete feito de trigo, ao qual caminharam até as escadarias do centro. Lá foram recebidos pelo supremo e sentados em duas cadeiras. Foram lavados os pés, secados e perfumados com o óleo da alfazema; receberam 6 colares brancos, significando paz, amor, honra, compaixão, lealdade e prosperidade; cada um. E , por fim, para então coroa-los, e torna-los imperador e imperatriz das terras Waarde , a coroa de palha, que significava poder e humildade.


Continua...

domingo, 8 de julho de 2012

Império perdido e a princesa. #1


África, no tempo que não se sabe ao certo.


Nem tão ao norte, quanto ao sul, não ao extremo nem ao meio. Para além do leste, não a oeste, assim como não se sabe a sua localidade, mas se confirma a sua existência e sua história que é passada de homem a homem, de geração aos seus filhos.
Uma bela menina, não era uma mulher, era uma garota. Sua idade aproximava dos 17 anos, não se sabe ao certo, tinha inocência, mas era robusta como uma mulher, possuía todos os atributos: os seus seios já estavam aflorados, a sua cintura era em curvaturas e o seu quadril um belo monte ou montanha. A sua beleza, formosura e encanto, que eram tão escondidos, nesse momento, eram a cara da África.  Filha de um, rei, homem importante; sua vida era um claustro e não havia confiança em estranhos. Estava prometida ao homem mais importante, daquele local, depois de seu próprio pai, com a sua cerimônia para conjugação vital marcada para alguns dias. Era filha única e herdeira de um império, que eles acreditam ser grande, mas era apenas a venda que possuíam aos olhos em relacionado aos horizontes dessa terra.



A morte de sua mãe é um mistério, que provoca pavor e dor à todos da terra.  Não sabe-se a causa biológica de sua morte e, sendo assim, não é sabido quem ou o que e como ceifou  aquela vida.

Aquela menina estava esperando o chamado de seu pai para, enfim, sair do enclausurado quarto e dirigir-se à sala principal para poder receber seu noivo. O chamado foi feito pelas doze pupilas que caminhavam em duas filas indianas e em marcha sincronizada.  As duas primeiras paravam, sempre em frente à porta, e todas as outras, consequentemente, também. As duas primeiras dirigiam-se com proximidade a porta e nela fazia-se o chamado imperial, tocando, cada uma, um sino. A jovem arrumava-se, abria a porta, passava entre as duas filas indianas em direção ao salão e todas as servas a seguiam na marcha sincronizada e com a mesma ordem.

Chegando a sala a menina, de nome Eyagliá, curvava-se ao seu pai e fazia uma curvatura, com a sua cabeça, ao seu noivo. O seu pai mandou-os senta  e ambos obedeceram. Ele informou que aquela noite era muito especial, que seria um marco para o Império Waarde. A menina não perguntou o porquê e muito menos o seu noivo, que, neste momento, parecia tranquilo, calmo e bonito. Ele não era tão jovem quanto ela, já aparentava uma maturidade e estava perto dos seus 30 anos ou se já não tivesse. E não se sabia de sua vida anterior ao cargo que ele ocupava: chefe de guerra.

Tudo que se sabia sobre ele era a sua posição de chefe e de guerra. Toda a sua história era baseada na guerra, todos os relatos. Todo o povo de Waarde conhecia-o pelo seu potencial como guerreiro e como, gradativamente, ele conquistou a posição até chegar a chefe e dominar a guarda do Império. Ele não citava a sua vida pessoal, os seus pais, se eram vivos; os irmãos, se os tinham; ninguém conhecia a sua infância e ele, para o povo, parecia que passou existir quando entrou para a guarda.

O silencio permaneceu na sala principal e a jovem ficou preocupada com o repentino silêncio do pai, que vinha no desatar ao falar. Os dois ficaram imóveis e o imperador deu dois suspiros, caiu ao chão e desacordou-se. Neste momento, o Império Waarde tinha perdido o seu imperador, veio à morte o homem mais importante daquele povo.

Continua...

sábado, 7 de julho de 2012

Juliana Editions

nº 84


Nessa semana eu fiquei surpreso.


O blog

Juliana Editions.


Fez uma postagem de divulgação do EDB2012 e através desta postagem eu agradeço sua divulgação e o seu apoio ao meu trabalho.


Muito Obrigado!


"O blog http://juliana-editions.blogspot.com

está dando uma força para divulgação de blogs.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Seguidor 100


 Vamos, nessa postagem, apresentar o seguidor 100 do Escritor de Brinquedo (EDB2012), depois de 1 ano e meio, ganhou seu centésimo seguidor o que foi motivo de muita alegria e regozijo. E será apresentado, o seu trabalho, através desta postagem.

  O nome do blog é:

 PIPOPCA | Cinema, Musica, Games, Séries e Animes 

e o seu trabalho é voltado à falar sobre músicas, cinema, games, séries, HQ e anime.

 Há uma postagem, que chamou-me bastante atenção, que, como consequência, será 
RE-POSTADA, aqui, nesta postagem.




" A cantora Katy Perry planeja o lançamento em HQ das aventuras de Kathy Beth Terry a nerd quem interpreta no clipe Last Friday Night (T.G.I.F.), o quinto single de seu segundo álbum, Teenage Dream.

Usando óculos,   aparelho nos dentes e roupas de gosto duvidoso à la anos 80, a cantora se inspira na personagem da “Beth, a feia” e conta a história de uma garota que dá uma festa em casa quando os pais saem de viagem. Entre os convidados da festa e participantes especiais do clipes está o Artie, o garoto de cadeira de roda, na série Glee, o saxofonista Kenny G e o trio Hanson, que foi sucesso entre o público teen há alguns anos atrás. A história em quadrinhos da adolescente nerd que usa aparelho extrabucal e óculos chega nas bancas no mês de outubro. "

 #  "O blog http://juliana-editions.blogspot.com

está dando uma força para divulgação de blogs.

Acesse, confira e participe!"