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domingo, 8 de julho de 2012

Império perdido e a princesa. #1


África, no tempo que não se sabe ao certo.


Nem tão ao norte, quanto ao sul, não ao extremo nem ao meio. Para além do leste, não a oeste, assim como não se sabe a sua localidade, mas se confirma a sua existência e sua história que é passada de homem a homem, de geração aos seus filhos.
Uma bela menina, não era uma mulher, era uma garota. Sua idade aproximava dos 17 anos, não se sabe ao certo, tinha inocência, mas era robusta como uma mulher, possuía todos os atributos: os seus seios já estavam aflorados, a sua cintura era em curvaturas e o seu quadril um belo monte ou montanha. A sua beleza, formosura e encanto, que eram tão escondidos, nesse momento, eram a cara da África.  Filha de um, rei, homem importante; sua vida era um claustro e não havia confiança em estranhos. Estava prometida ao homem mais importante, daquele local, depois de seu próprio pai, com a sua cerimônia para conjugação vital marcada para alguns dias. Era filha única e herdeira de um império, que eles acreditam ser grande, mas era apenas a venda que possuíam aos olhos em relacionado aos horizontes dessa terra.



A morte de sua mãe é um mistério, que provoca pavor e dor à todos da terra.  Não sabe-se a causa biológica de sua morte e, sendo assim, não é sabido quem ou o que e como ceifou  aquela vida.

Aquela menina estava esperando o chamado de seu pai para, enfim, sair do enclausurado quarto e dirigir-se à sala principal para poder receber seu noivo. O chamado foi feito pelas doze pupilas que caminhavam em duas filas indianas e em marcha sincronizada.  As duas primeiras paravam, sempre em frente à porta, e todas as outras, consequentemente, também. As duas primeiras dirigiam-se com proximidade a porta e nela fazia-se o chamado imperial, tocando, cada uma, um sino. A jovem arrumava-se, abria a porta, passava entre as duas filas indianas em direção ao salão e todas as servas a seguiam na marcha sincronizada e com a mesma ordem.

Chegando a sala a menina, de nome Eyagliá, curvava-se ao seu pai e fazia uma curvatura, com a sua cabeça, ao seu noivo. O seu pai mandou-os senta  e ambos obedeceram. Ele informou que aquela noite era muito especial, que seria um marco para o Império Waarde. A menina não perguntou o porquê e muito menos o seu noivo, que, neste momento, parecia tranquilo, calmo e bonito. Ele não era tão jovem quanto ela, já aparentava uma maturidade e estava perto dos seus 30 anos ou se já não tivesse. E não se sabia de sua vida anterior ao cargo que ele ocupava: chefe de guerra.

Tudo que se sabia sobre ele era a sua posição de chefe e de guerra. Toda a sua história era baseada na guerra, todos os relatos. Todo o povo de Waarde conhecia-o pelo seu potencial como guerreiro e como, gradativamente, ele conquistou a posição até chegar a chefe e dominar a guarda do Império. Ele não citava a sua vida pessoal, os seus pais, se eram vivos; os irmãos, se os tinham; ninguém conhecia a sua infância e ele, para o povo, parecia que passou existir quando entrou para a guarda.

O silencio permaneceu na sala principal e a jovem ficou preocupada com o repentino silêncio do pai, que vinha no desatar ao falar. Os dois ficaram imóveis e o imperador deu dois suspiros, caiu ao chão e desacordou-se. Neste momento, o Império Waarde tinha perdido o seu imperador, veio à morte o homem mais importante daquele povo.

Continua...

14 comentários:

  1. ahhh acabou tão de repente , já estou aguardando o próximo .

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    1. Huuunn..muito obrigado!Espero que realmente tenha gostado, deve ter sido uma leitura agradável.

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  3. Gostei do conto pois envolve "África" que é cheia de mistérios. Aguardo pela continuação. O que me intrigou um pouquinho são os "não se sabe" do texto. ...rsrsrs...

    Grande abraço e sucesso! =)

    http://neowellblog.wordpress.com

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    1. Esse povo não sabe de muita coisa...Esse império não sabe de nada e eu nem sei como irá terminar isso...Rsrr

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  4. Olá, Wíllivan, cheguei até aqui por acaso, mas vou ficar por decisão própria. Vc tem um espaço muito interessante.
    Um abraço desde Buenos Aires.
    HD

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  5. Nossa, que maravilha! Gostei muito de sua presença inesperada aqui no EDB2012.2. Agradeço pela decisão o de ficar e bem, muito bem, vindo.

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  6. Continue, continue. Eu sei que a continuação está lá, na próxima postagem, mas continue a segunda postagem. IAHUDSIASHDIA Escreves bem.

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    1. Rauhshaushuahushu....Que graça...kkk...OBrigado!

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  7. Olha achei incrivelmente interessante, vou ler desde o inicio....

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