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sábado, 11 de agosto de 2012

Geração fone de ouvido.



Às vezes penso na vida e tanto que não tenho resposta, acabo por ficar exaurido de refletir, por ter me perdido no labirinto dos meus pensamentos, por ter fugido  de eterno dragões e enfrentado encantamento de sereias. As viagens que faço são longas e , ao mesmo distante, vou em outros mundos, conheço outros povos, outras nações, outros presentes que, para mim, são eternos passados .


Penso, como o meu presente será no futuro e como o futuro representará o meu presente, como serão vistas as letras das músicas dos meus artistas preferidos e de toda uma geração que não é a coca-cola, mas diferenciou-se e ganhou notória identidade, capazmente, veio se transformando em geração fone de ouvido, na medida em que a música tornou objeto de introspecção  e reflexão particular .

Como os meus filhos e netos enxergarão 2000’s?

Não sei, mas pretendo que seja uma representação positiva e, concretamente, reflexiva. Deliciei-me, cresci , floresci e naveguei nesses anos e, com toda a certeza, são e, para sempre serão, os melhores anos de minha vida. Nele não tive “embalos de sábado à noite”, e, muito menos aventuras em “thriller”, não dancei loucamente em “Dirty Dancing” e nem vivi um “Tititi”, mas nos anos 2000, as coisas foram diferentes.

Soltei “fireworks”, conheci um “amor de adolescência” e as “garotas da Califórnia”; aprendi abraçar os “E.T.’s” e vi muitos pavões. Tive uma babá com nome Floribela, virei  “Rebelde” e chutei o balde, depois resolvi entrar nos eixos e seguir o mundo “caminhando para as Índias”. Em súbito, parecia o fim do mundo, 2012,  não sei se era apocalipse, mas perto de saber, fui acordado do meu sono, já era manhã ou tinha chegado meu ponto.