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domingo, 11 de novembro de 2012

O império perdido e o Jhay


Postagem 96

Passado um ano e seis meses do nascimento da menina, a feiticeira, princesa Neferpatra, e a imperatriz viu-se embaraçada por mais uma gravidez. Desta vez, as dores ocorriam constantemente e, em qualquer momento, ela sentia as contrações, como se fora abortar. Foram os nove meses mais inquietantes para aquela mulher, que ao sofrer de muitas dores e os médicos do império não solucionarem seu problema, sem arriscar a gravidez, o imperador, viu-se, decidido em chamar outro médico para fazer dos cuidados da imperatriz.




 Ele vasculhou todas as informações diplomáticas de todas as Áfricas, mas, em seu ver, nenhum era suficientemente competente para cuidar da mulher e do menino, ainda em feto. 

Ao fim e depois de muitas pesquisas, ele decidiu procurar fora da África, alguém que pudesse o ajudar. O imperador Ajax, mandou que um guarda imperial fosse buscar o médico nas fronteiras norte do império, ele viria de uma longa viagem, saindo da China e chegando ao Império de Waarde.

O medico, ao chegar, solucionou o problema com um típico chá oriental e após cavalares dozes, todas as dores foram sanadas. A imperatriz estava pronta para dar, novamente, a luz e numa madrugada de fortes chuvas e com muitos raios que riscavam as montanhas da cidade, o menino Jhay nasceu, deixando a sua mãe apaixonada pela criatura que fizera passar mal durante os últimos meses.

Por ter sido um parto sofrido e exaustivo, foi indicada uma porção de chá oriental à imperatriz, para que pudesse recuperar as forças e as vitaminas perdidas na gravidez. Um cavaleiro, especial, trouxe o elemento para o Chá: uma pedra preta que era raspada e do seu pó, feito o chá ao vapor e induzido ao organismo pelas vias orais.

O príncipe foi indicado pelos astros como o escolhido e todo aquele povo não sabia para que, aquela criatura tinha sido eleita. Mas aos cuidados dos magos, ela decidiu dar uma criação especial ao menino e com próprios seios e preso com fortes laços ao castelo e guiado com o seu próprio punho, foi assim que a imperatriz modelou a criatura até os 15 anos. Ela ensinou-lhe a história do país, os grandes guerreiros, os grandes perdedores, os grandes feitos e as magníficas conquistas do império. Com o pai, ele aprendeu as artes da guerra, aprendeu enfrentar o inimigo sem temor e lutou, perdendo, pela primeira vez.

Com Ajax aprende ser homem guerreiro e com a sua mãe tornou um aprendiz de estratégias, pois ela conhecia, como ninguém, o império e os outros impérios, todas as histórias, todos os filósofos, as literaturas e as matemáticas. Era dotada de capacidade lógica e ensinou ao menino, as artes da guerra e a guerra do amor; como dominar povos e como se humilhar diante deles; como proceder pelo império e ser do mesmo e como ser o fetiche que todo o império queira.

Assim ele se tornou um rapaz dotado de beleza, inteligência e educação; um grande guerreiro que teve a sua grande derrota ao seu pai e nunca mais, outro homem tivera o vencido, em batalha, em duelo.
Completado os 15 anos, foi mandado à Grécia, ao pedido da mãe, para aprimorar sua capacidade guerreira em Esparta, voltou aos 17 para mostrar ao que foi criado.

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