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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Os "háres" do mundo!



POSTAGEM 99




A raiva que faz parte da dor; o choro que faz parte do amor, a vida que faz parte da morte, a eternidade que faz parte da sorte, um inveja que faz parte do sucesso. A humilhação que faz parte da superação, a conspiração que faz parte da glória. A glória que vem junto a queda, a pedra que é atirada, a sorte que foi lançada. O amor que foi perdido, o amor reconstruído, o amor que não se ama e o sentimento que não detém.


Às vezes  penso na vida e tanto que acabo por ficar exaurido e sem resposta. Para pensar, faço viagens  e  elas nem tão ao norte, nem ao sul, não ao extremo nem ao meio. Minha mente desvaneia em pessoas, navega loucamente. Não são as melhores e nem as piores, são humanos que tinha e tenho para viver. Parecia  tudo escuro e eu imóvel deitado ao chão, angustiado. Eu, com os meus, tocava em eternos lábios e parecia que toda a magia e feitiçaria de todas as bruxas e feiticeiras acontecia em meu coração. A morte estampava dentro de mim uma raiva, que sofria, como se fosse viva, dentro do meu peito e destruía cada parte do meu imaginário coração.

  
Não há galã que não tenha sofrido, mocinha que tenha vivido o que não queria viver. Há mendigos que come o que tem, há ricos que come o que não quer, há um Deus no centro do poder, há amor que quero viver. Há amor que não vem de você, sim,  vá para longe, bem longe de mim; com essa injúria, para conter a minha fúria. Há santidade para falar, há crueldade para enganar, há fome para saciar, há dizimo para tomar, há quem queira descansar,  há quem queira trabalhar, há quem queira escravizar, há quem quer explorar. Há demônios humanos, há santos que não são santos, há tanto para falar e ninguém há escutar...

sábado, 1 de dezembro de 2012

O lado louco da vida




Postagem 98


A vida é louca e ela bate em nossos corações, retira todo o sangue e estraçalha em um liquidificador; finaliza com toda e qualquer oportunidade de ter o que você realmente quer, o que realmente deseja e sonha. Parece que toda água do mundo está nas palmas de suas mãos escorrendo e, você, tentando protege-la fazendo uma cocha. A suas mãos está uma em cima da outra, a força para fazer está água não ir embora, na verdade não exige força, precisamos de jeito, de sentimento e de sensibilidade. Tudo parece inevitável; até que você percebe, que não há como mais salvar a água perdida. Ela era tudo, não há mais água no mundo.

 De repente, vem vindo uma água, que já é passada, que já é corrida, que já tinha passado pela sua vida. Mas, não para você segurar nas palmas das mãos, porém, em um recipiente que com toda certeza não vazará, não escorrerá, não escapará. Mas tem uma forma: só caso você queira, você deixe, permita. É, quando somos adultos, ou a vida quer nos mostrar isso, aprendemos que nem tudo que queremos podemos ter. Lembramo-nos de quando crianças, que era só esperar, mas adultos...